15 dezembro 2009

Você não entende [diálogo solto]


_ Oi professora.
_ Ah, olá Frederico.
_ Pode me chamar de Fred.
_ Então tá, Fred.
_ Que bom te encontrar de novo.
- Mas Fred, acabamos de nos ver no colégio...
_ Eu sei, mas para mim é sempre bom te ver de novo,
_ Não estou te entendendo...
_ Professora, a senhora é linda.
- Obrigada rapazinho.
- E eu te amo.
_ Oque é isso menino? Mais respeito comigo.
_ Professora, existe sentimento mais respeitoso do que o amor?
_ Fred, você é só uma criança e...
_ Crianças não amam, professora?
_ Claro que sim, mas...
_ Então professora, eu amo a senhora.
_ Imagina Fred, você não sabe oque é o amor, você é muito menino.
_ Me diz então professora, oque é o amor?
_ O amor é algo confuso, um sentimento que nos alegra e nos entristece ao mesmo tempo.
_ Então oque eu sinto é amor, quando eu te vejo eu me alegro com sua presença e fico triste com sua indiferença.
_ O amor, Frederico, é um sentimento que nos encoraja e nos amedronta.
_ Ora, eu a amo mesmo, pois tomei coragem de me declarar, temendo que me ignorasse.
_ O amor meu querido, nos ilumina e nos cega na mesma proporção.
_ Ah, agora eu sei, é amor, afinal seu olhar me ilumina ao mesmo tempo que sua luz me cega.
_ Mas Fred, o amor nos aquece e nos queima igualmente.
_ Professora, seu olhar aquece meu peito enquanto meu rosto queima e cora de timidez.
_ Não rapazinho! O amor é o sentimento mais puro que alguém pode possuir.
_ E existe algo mais puro do que uma criança?
- Não Frederico, não existe.
_ Então, eu te ofereço o sentimento mais puro, vindo do ser mais puro que existe. O amor.

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