07 setembro 2010

Disparo


Juntos eramos um.
Separados somos nenhum.
Como manteiga e pão.
Arroz com feijão.
Alma e coração.
O hoje é como o ontem.
Carícia gelada.
Se perturbados fossem cairiam em desgraça.
Nação de homens inaptos.
Que se degolam por puro hábito.
A alma regurgita,
agita e habita o lugar que evita.
Espíritos têm lhe dito,
algo que o deixa aflito.
Eu vomito.
Tu tens o interior mais inferior que o superior já conjurou.
Tu és a mentira que partilha da minha ira que habita nesta ilha.
Ao norte encontro a sorte da morte.
Ao sul encontro o vazio d azul.
Ao leste encontro a veste da peste.
O vai e vem do trem é para quem faz jus ao pus do cactos.
Uma bala na vala da sala cata a gata e mata.
Galopante adiante segue elegante o semblante ante ao desplante.
Avante o itinerante desinteressante
com barbante fere seu amante.
De antemão, a multidão em perdição.
No coração um vão necessário para dar vazão
A uma ação de amplidão
cerzida pela mão.
No carro te amarro e te agarro.
Dentro entro no centro,
no meio do seio alheio.
Fora agora, é hora de ir embora.
Em seu corpo caro, um tiro eu disparo.

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