19 dezembro 2010

O Passado


Meu passado! Será que todos os passados são tão obscuros quanto o meu? Isso eu nunca vou saber.
Me incomoda olhar para o meu passado, tão enegrecido, cheio de falhas, ilusões, dor e mágoa, muita mágoa.
Como acertar sem um dia falhar?
Como saber o que real, sem nunca ter vivido em ilusões?
Como saber o valor da felicidade, sem nunca ter sido triste?
Como perdoar sem nunca ter sido ofendido?
Percebe agora onde eu quero chegar?

Certo dia alguém me disse: Triste do homem que vive do passado.
Outro alguém me disse: Não se prenda ao que passou, pois se passou é porque era para ser passado, e se é passado é porque não era para ser presente.
Levei muito tempo para entender o significado do que me foi dito.
Use seu passado para aprender a viver o presente e preparar-se para o futuro.

Ainda me envergonho do meu passado.
Qual o ser não tem um segredo sujo do seu passado guardado à sete chaves?
Daqueles que não contamos nem à nossa própria sombra?
O passado nos persegue, não há como nem para onde fugir. Está impregnado em nós como fedor de esgoto.
Nos tortura, nos consome, no corrói.

Por muito tempo me debati tentando me livrar do que passou. Pura perda de tempo.
O segredo é desvendar a mensagem oculta incrustada no passado e aprender com ela.
Porém, não devemos esquecer que o passado nos reserva surpresas para o presente que no passado, era futuro.

Hoje, respeito meu passado, afinal, sem ele eu não seria a pessoa que me tornei no presente.
Agora, só falta saber quem eu me tornei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário