17 abril 2011

E agora?


Cheguei até aqui, a duras penas, mas cheguei. Agora a partir daqui para onde vou? Que caminho seguir? Onde encontrar forças para seguir sempre em frente sem me prender a mágoas e ressentimentos? Como lidar com esse vácuo dentro do meu peito? Como ter forças para abrir mão de coisas que a meu ver me fariam feliz, e me dariam forças, porém me são negadas por motivos que eu não sei e muito menos entendo.

Dizer que me arrependo de algumas escolhas que fiz nos últimos tempos é verdade, dizer que pelo menos ter alguém ao meu lado faria com que me sentisse menos inútil também é verdade. Ainda não consigo enxergar uma luz nessa escuridão. Ainda me perco em mágoas e absurdos que fazem do meu coração um pedaço triste de solidão.

Tudo o que eu mais pedi para não ter é o que mais tenho tido: solidão!

Que mal há em se sentir amado e querido? Que mal há em ter uma pessoa que você sabe que lhe quer bem e lhe deseja e estaria disposta a fazê-lo feliz. Uma pessoa que se alegra quando você chega que sorri quando você também sorri e chora quando você também chora. Eu realmente não sei, achei que tudo seria diferente agora, não achei que fosse ser fácil, também não achei que fosse ser tão difícil e doloroso.
Só queria ter você pra mim, só queria pode te abraçar quando tivesse vontade sem ter que inventar desculpas para isso. Só queria não ter medo de encontra-lo. Só queria me alegrar ao ouvir a sua voz sem temer ouvir algo que me machucasse ainda mais.

Meu caminho até aqui foi repleto de sofrimento, repleto de escolhas erradas que fizeram com que me tornasse a pessoa que sou hoje... Na verdade não sou mais a mesma pessoa. Um dia eu fui forte o suficiente para enfrentar quase tudo o que a vida pudesse colocar em meu caminho. Hoje em dia eu já não me sinto assim. Sinto-me frágil e suscetível a qualquer coisa que possa vir a tentar me derrubar e a culpa é do meu coração. Por tempos vivi na solidão, ou melhor, sobrevivi na solidão. Usando de subterfúgios cada vez maiores para que eu me convencesse que a vida que eu levava era feliz e verdadeira.

Hoje sei que tudo não passou de ilusão, um grande circo onde bem no meio do picadeiro estava o palhaço principal: EU!
Não culpo ninguém por isso, às vezes sim, mas hoje tenho consciência de que o único culpado de todas as coisas ruins que aconteceram comigo fui EU mesmo.

E como encontrar forças para começar do zero? Seguir um caminho desconhecido, nunca antes trilhado por meus pés já tão cansados?

Como confiar na palavra alheia que me enche de adjetivos e predicados quando nem eu mesmo acredito em mim, nessas tais qualidades... Só acredito nos defeitos. Pode ser que eu esteja praticando auto piedade. Sim pode ser que sim. Mas como sair desse buraco que me encontro se nem ao menos força para segurar uma corda eu tenho tido?

Meu único pedido é tê-lo pra mim, e se não for para tê-lo que esse sentimento que carrego dentro de mim morra de maneira rápida e indolor, pois a única vontade que eu tenho agora é de simplesmente não fazer nada.

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