05 Novembro 2011

A Busca de Um Filho!


Esta é uma conversa franca e sincera de um filho para um pai.
Um filho que se perde nas incertezas de suas escolhas, de um filho que sofre por sentir-se abandonado, a beira de um abismo num momento que um mísero sopro pode fazê-lo despencar sem arrependimentos.
Um fillho que se sente muito sozinho, um filho que teve quase tudo que lhe dava forças tirado sem dó nem piedade.
Um filho que hoje desconhece o significado da palavra felicidade, um filho que da maneira mais humilde e até mesmo humilhante se assim for necessário, clama, implora por ajuda, seja lá de qual forma for.
Eu preciso de ajuda, preciso de um porto seguro, não sou mais tão forte quanto antes,
Afinal, não me apego mais a ilusões passageiras, não me prendo a um mundo onde tudo tem um significado estranho.

Olho ao meu redor e não consigo ver sentido em nada,
Nada parece ser bom pra mim, me sinto uma carta fora do baralho,
Nada mais que uma peça de um imenso quebra-cabeça que não se encaixa em parte alguma, e jamais irá se encaixar.

Por favor, meu Pai, NÃO ME ABANDONE!

Não me deixe nesse estado de pronfunda e amarga tristeza. Me dê forças, ou ao menos um ponto onde eu possa me apoiar para continuar caminhando.
Me dê uma única razão para que acreditar que lá na frente, todo esse sofrimento terá válido a pena.
Eu só preciso de uma porto seguro, algo plausível para que eu possa me apoiar,
Pois só assim conseguirei seguir em frente.

Sim, eu assumo todas as minhas fraquezas e todos os meus defeitos perante a ti.
Porém é perante a ti também que clamo por um pôr-do-sol mais tenro, seja na forma de um abraço, um sorriso, ou um efêmero e mísero olhar seu.
Me sinto como uma criança perdida em uma distante praia de areias brancas,
Observando as ondas se quebrarem uma após a outra na esperança de...
simplesmente na esperança de sentir em meus ombros uma mão mais forte.
Mão esta com capacidade suficiente de me fazer entender o propósito de tudo que tenho passado, para então continuar lutando, e lutando e lutando cada vez contra um mal que eu mesmo desconheço.
Só sei que me destrói pouco a pouco, me fazer definhar segundo a segundo e dia após dia e eu me sinto cada vez mais MORTO!

É por isso então, MEU PAI, que eu lhe digo: NÃO ME ABANDONE!

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